Nostalgia

Nostalgia 1 – Jaspion

Tudo que remete a minha infância tem um valor muito importante no desenvolvimento na minha vida, seja ele em qualquer segmento. E como criei esse blog que é voltado ao cinema e entretenimento, resolvi escrever sobre uma das séries que mais me marcaram a infância. Trata-se do maior herói japonês que já pintou pelas bandas tupiniquins. “O Fantástico Jaspion”.

Para a geração que hoje está na casa dos 30 anos, Jaspion é um ícone, não só no mundo dos heróis como na cultura pop do Brasil, já que toda essa onda de adoração em cima da cultura pop japonesa em grande parte foi influenciada pelo carismático herói oriental de cabelos black power (claro que depois esses mesmos cabelos sofreram inúmeras alterações, mas isso é outra história).

Para começar a falar sobre como Jaspion foi presente na minha infância, vou lembrar um pouco a história do herói antes de chegar ao Brasil. No Japão, Jaspion foi o quarto herói do segmento Metal Hero, depois de Gavan, Sharivan e Shaider. Contudo, o seriado não fez muito sucesso no Japão, tanto que ele quase nunca é lembrado nas reuniões entre os heróis em longas feitos para TV e tem inúmeras razões para isso, como grande números de personagens e em até certo ponto roteiros bem rasos, que só melhoram um pouco na parte final quando Jaspion enfrenta na batalha decisiva Satan Goss.

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Esse foi o herói da minha infância

Na minha vida Jaspion apareceu como na grande maioria das pessoas, de forma inesperada, quando eu tinha seis anos, em meio ao programa Clube da Criança apresentado pela Angélica ainda adolescente em começo de carreira  (outro fato que me marcou muito, mas que vou deixar para comentar em outra ocasião) na extinta Rede Manchete (quanta saudade das manhãs, tardes e noites em sua companhia!). E não sei o que senti na hora que eu vi aquele herói metálico pela primeira vez, mas sei que não consegui parar de assistir por muitas e muitas vezes. Isso foi um verdadeiro inferno na vida dos meus pais, pois tudo que saia do Jaspion eu queria e na medida do possível, meus pais se esforçavam e me davam.

Uma das loucuras que fiz meu pai fazer foi a de enviar a editora os números das figurinhas que faltava para completar o meu álbum, coisa que na época não era muito comum e custava muito dinheiro. E me lembro até hoje quando em uma noite meu pai chegou em casa com um envelope amarelo que no interior tinham todas as figurinhas que eu precisava para completar aquele álbum que colecionava junto com o meu amigo de infância Eduardo, quatro anos mais velho, mas que gostava tanto quanto eu. Guardo esse momento como um dos mais importantes da minha infância até hoje, tal a forma que meu pai se dedicou para botar um sorriso no rosto daquele menino loirinho doente por um robozinho japonês. OBS 1: Sinto não ter mais esse álbum aqui em casa, mas se perdeu em meio a algumas mudanças realizadas e atos de vandalismo infantil

Esse eu completei por duas vezes

Esse eu completei por duas vezes

Outra coisa que me marcou muito e que envolve Jaspion foi quando fiz meu pai (mais uma vez o coitado se ferrando por minha causa, hahahaha) me levar, junto da minha irmã e de uma namoradinha que eu tinha na época para ver o “fabuloso” “Circo do Jaspion”, aonde atores representavam um capítulo da história. Nesse espetáculo ainda havia uma atração dos Changeman (outro marco que em breve vou abrir espaço aqui para contar). Nesse dia minha mãe tinha aula em um curso, acredito que de costura e não pode ir, missão que coube ao meu pai, que mesmo não gostando, nunca nos recriminou, nem a mim e minha irmã, e sempre tentou fazer o que estava ao alcance.

E esse dia foi tão legal, chutes, socos, tiros a lasers,  bombas de fumaça, e eu ali empolgadasso em ver de perto meus heróis  Essa memória é tão fresca que até hoje eu lembro com muita alegria e a sensação de que aproveitei bem todos esses momentos.

Sobre a história em si, tenho duas sensações, da minha infância de que a série é foda demais, que não tem igual. Mas, depois de adulto, comprei o box em DVD e ao assistir percebi que a série envelheceu um pouco e pude perceber que o roteiro é um dos pontos fracos da história de Jaspion, aonde em muitos capítulos a história se perde completamente e foge da sua premissa inicial. Em contra-partida, as cenas de lutas continuam sendo uma das melhores já vista em seriados tokusatsus, com atores que realmente sabiam as coreografias e se esforçavam para deixar o mais verossímil possível.

Contudo, nenhum componente foi tão grande e importante como o gigante guerreiro Daileon, um marco em termos de personagens que já pintaram nas telas de TV do Brasil. Simplesmente inigualável.

Enfim, é isso que eu queria compartilhar com vocês. Aqui não cabe a execução de notas e sim um espaço para poder mostrar como obras que hoje parecem obsoletas podem ser extremamente importante para a vida das pessoas.

Abaixo duas fotos dos melhores equipamentos que um garoto poderia ter na infância. E eu tive e vi tanta coisa boa neles.

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Quer conhecer mais da história de Jaspion?. O pessoal do site Senpuucast, site especializado em Tokusatsu no Brasil fez um especial em comemoração ao 100º episódio do seu podcast aonde o tema é um especial sobre Jaspion. Clique aqui e confira, pois está muito bom e divertido

Fique agora com um clássico da internet – Jaspion Coma um boi

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