Excelente

Não Sou Crítico de Cinema 8 – O Jogo da Imitação

jogo da imitaçãoEntrei na sala do cinema sem muitas informações a respeito do filme, portanto sem muitas expectativas do que a obra me apresentaria. E o resultado foi impressionante; “O Jogo da Imitação” é um baita filme, que vai trazer diversas sensações distintas, mas bem interessantes.

No começo é massante, arrastado, pois mostra muito a história do protagonista Alan Turing (vivido por Benedict Cumberbatch), mas sem aprofundar no que ele realmente é. Apenas mostra que ele é um gênio da matemática, que com seus cálculos e lógicas é capaz de decifrar quaisquer códigos. Contudo, a partir do momento que passa essa apresentação inicial, o que vemos é um filme que realmente consegue prender a atenção do público e faz com que o clima de tensão esteja sempre no ar.

“O Jogo da Imitação” conta a história de Alan Turing, um gênio da matemática que é recrutado pelo exército inglês para ajudar uma equipe a decifrar os códigos de guerra enviados pelas tropas nazistas da Alemanha. Com isso, temos uma equipe formada por novos gênios, que secretamente trabalham dia e noite para antecipar os ataques contra as tropas aliadas a Inglaterra. Com isso, começa a batalha de Turing para desenvolver uma máquina que possa decifrar as codificações, já que humanamente a tarefa é quase imposível, por contas das milhões de combinações lógicas da operação.

A tensão de um clima de guerra por si só já pode contagiar uma sala de cinema, seja pelo fator histórico ou pelos acontecimentos em tela. E é aí que o filme se destaca mais uma vez. Em raros momentos vemos explosões ou tiros nos confrontos, fica tudo subentendido no contexto da narrativa e nos enfrentamentos do grupo a cada dia.

Paralelo a isso, temos outros “plots” que acontecem no decorrer do longa, como a questão do homossexualismo de Turing, que fica subentendido em boa parte do filme; a questão do preconceito contra a mulher no ramo da ciência, uma vez que a personagem Joan Clarke (Keira Knightley) passa por situações embaraçosas e vergonhosas por se destacar em um ambiente dominado e extremamente machista; além do fato da suspeita de espionagem de guerra, algo escancarado no filme, mas que tem um desfecho que surpreende até mesmo o espectador mais atento.

Outro ponto importante é ver a paixão com que Alan Turing trabalha e defende a sua invenção, o “computador” decodificador Christopher, máquina com uma estrutura extremamente complexa cujo funcionamento é a base de todo o desfecho da história.

Enfim, “O Jogo da Imitação” faz justiça as suas oito indicações ao Oscar (quatro nas categorias principais (diretor – o norueguês Morten Tyldum – ator, roteiro adaptado e filme) e é um alento nas salas de cinema, já que é um filme inteligente, longo, mas que faz com que o espectador fique ligado nos acontecimentos e entenda como um trabalho de inteligência foi de fundamental importância para o fim da 2ª Guerra Mundial e foge da mesmice dos indicados ao maior prêmio da indústria do cinema.

Elenco

Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Mark Strong, Rory Kinnear, Charles Dance, Allen Leech, Matthew Beard

Diretor

Morten Tyldum

Nota para “O Jogo da Imitação” – 9 de 10

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