Excelente

Não Sou Crítico de Cinema 11 – ELA

Cena-do-filme-Ela--size-598É fácil imaginar uma história de amor entre um homem e uma mulher, duas pessoas do mesmo sexo, amor por animais, time de futebol, carro, música, enfim, existem várias formas de amar, todas válidas, uma vez que não podemos criticar aquilo que outros amam. É exatamente disso que se trata o filme “Ela” (Her), uma bela e sincera história de amor entre um escritor solitário e uma inteligência artificial, ou melhor, um novo sistema operacional (SO).

O filme mostra a história de Theodore, brilhantemente interpretado por Joaquin Phoenix, que é um escritor solitário, que em um belo dia acaba comprando um novo sistema operacional para seu computador. E começa nisso uma trama bem envolvente, singela em certas partes, cômicas em outras, mas que sempre transparece a sinceridade e afetividade que ele sente por aquela voz. Voz essa que simplesmente é de Scarlett Johansson, que dá vida ao SO de codinome Samantha.

Interessante ver a partir daí, duas manifestações sinceras de envolvimento emocional. Uma entre entre o homem e a tecnologia, um personagem cada vez mais presente nos dias de hoje e outra é a própria relação entre homem e mulher, que o filme consegue fazer com que o espectador acredite que tudo aquilo pode ser real. Isso porque o filme conta com diálogos e situações muito humanizadas e bastante comum entre casais, como por exemplo um passeio a noite na cidade ou um encontro com um casal de amigos.

No decorrer do filme o envolvimento é tanto que já não vemos Samantha como um sistema operacional, para nós ela é a parceira de Theodore, personagem esse que aos poucos descobrimos os motivos reais de sua solidão e o porque ele mantém contato com tão seleto grupos de pessoas. Uma pessoa que sabe falar de amor como poucos, mas que não consegue usar isso a seu favor em seus relacionamentos, fato muito comum diga-se de passagem.

Com sutileza aliada com uma direção sem erros nem buracos, Spike Jonze conseguiu em “Ela” trazer todos os elementos presentes no nosso cotidiano, tecnologia, solidão, amor, ciúmes, alegria, sem que eles se prejudiquem ao longo do filme. Transformou o que poderia ser uma simples história de um homem patético e solitário, em uma das belas histórias de amor. Convencional ou não, é inegável que os dois serão lembrados como um dos mais belos exemplos de casais da história do cinema.

Elenco

Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wide

Diretor

Spike Jonze

Nota para “Ela” – 9,5 de 10

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