Cinema/Ruim

Não Sou Crítico de Cinema 16 – O Exterminador do Futuro: Gênesis

307058.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxHollywood vive uma fase no mundo do cinema em que cada vez mais as adaptações de histórias prontas ou remakes de filmes do passado. Uns são bons, trazem leituras diferentes para a obra e outros deveriam ser esquecidos e enterrados por muito tempo. “O Exterminador do Futuro: Gênesis” é uma dessas aberrações.

Foi com a maior boa intenção ver o filme já que é uma das trilogias que fez parte da minha vida como cinéfilo, desde o primeiro “Exterminador do Futuro”, mas o que eu encontrei foi uma terrível história que vem para detonar tudo que os filmes anteriores nos apresentaram.

ATENÇÃO, DAQUI PRA FRENTE ALGUNS SPOILERS VÃO SER APRESENTADOS!

Vamos começar criticando a falta de originalidade de “O Exterminador do Futuro: Gênesis”. Entendo que no começo do filme, como eles querem recriar o clima do filme de 1984, as cenas semelhantes até são aceitáveis. Mas, depois disso, inúmeras cenas semelhantes aos filmes anteriores aparecem e isso é no meu ponto de vista uma tentativa de pegar os espectadores da franquia pela nostalgia do passado, ao mesmo tempo que tenta encobrir falhas graves no roteiro. E posso garantir uma coisa, NÃO DEU CERTO. Os fãs percebem isso e chega a irritar em diversos momentos.

Outro ponto ruim, transformaram o vilão T-1000, um dos mais emblemáticos e temidos do cinema, em um personagem oriental que em nenhum momento aparece ameaçador quanto a versão de “Terminator 2”. Aparece um alguns momentos para trazer umas cenas de ação, mas que em nenhum momento traz a sensação de tensão entre os espectadores, diferente da versão do T-1000 de Robert Patrick, que apenas tinha a intenção de matar quem estivesse em seu caminho.

“O Exterminador do Futuro: Gênesis” em questão de personagens faz o estrago ser maior e talvez a sua maior falha. Vamos começar pela Sarah Connor (interpretada pela Emilia Clarke) que nem de longe lambra a mulher destemida que a personagem foi em filmes passados. Ela se mostra insegura, não tem agressividade e nota-se que mesmo estando preparada para a chegada do Exterminador por anos, não consegue ter um plano preparado para isso. E além disso, ela não é “suja” igual a Linda Hamilton, não parecer ser uma mulher sofrida, angustiada que a personagem em questão pede. Tá sempre com a cara limpa e a expressão tranquila.

Kyle Reese (Jai Courtney) que no primeiro filme do Exterminador é quem nos apresenta a história e tem uma função e extrema importância, já que é o pai de John Connor, é tão sem expressão, que deturpa tudo que conhecemos do personagem. Ele tem um leve crescimento de papel no final do filme, mas muito aquém do que merece e teria que ter. Passa o filme todo sendo apenas o interlocutor entre o mundo do futuro com o atual.

T-800, ou melhor Arnold Schwarzenegger, tem coisas legais como a sua pele ir envelhecendo ao longo do tempo por conta do tecido humano e a manutenção da aura de protetor da humanidade. Mas, tem uma falha que é imperdoável dos roteiristas, a tentativa de HUMANIZAÇÃO DE UM ANDROID. Pelo amor de Deus, máquinas não possuem sentimentos e não são capazes de demonstrar nenhuma relação de afeto com ninguém. As diversas cenas dele tentando sorrir só serve para arrancar sorrisos da plateia pela cara estranha que faz, mas mata todo o conceito do personagem cuja única missão é proteger Sarah Connor da morte.

E o que dizer da transformação de John Connor, antes líder da resistência contra a dominação dos robôs, que em “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, passa por um ataque e torna-se a própria Skynet. Como assim? Porquê? E tem mais, no filme, John Connor tem a intenção de matar seus país para que a Gênesis, sistema operacional que pretende interligar todas as tecnologias sejam possa ser lançado. Só que nenhum roteirista se atentou que se ele conseguir matar Sarah e Reese, ele não existirá em um futuro e tanto  Gênesis quanto a Skynet não existirão.

Só isso já mata todo o filme. E é revoltante ver que uma franquia, adorada por muitos amantes dos filmes de ação, sofra assim nas mãos de produtores que só querem lucrar em cima da franquia e da figura do próprio Arnold. Hollywood é assim e nós sabemos, mas falhas tão graves assim mostra um despreparo e falta de atenção na hora de levar uma obra desse calibre para as telas.

E para terminar, chamar o Exterminador de PAPI é o fim, inaceitável e falta de respeito com os fãs e toda a franquia.

Elenco – Arnold Schwarzenegger, Jason Clarke, Emilia Clarke, Jai Courtney, J.K. Simmons,

Diretor – Alan Taylor

Nota de “O Exterminador do Futuro: Gênesis” – 4 de 10 ( e é muito)

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