Cinema/Legal

Não Sou Crítico de Cinema 26 – Esquadrão Suicida

524164Existe hoje uma quase que “imposição” que os filmes baseados em histórias de quadrinhos precisam ser os mais “reais” possíveis e que o modelo Marvel de promover seus longas seja o ideal. Filme após filme vemos isso sendo falado e criticado por quem não faz desse jeito, no caso em questão aqui a DC Comics e Warner. E Esquadrão Suicida não escapou dessas comparações e críticas.

Para começarmos a falar propriamente do filme, Esquadrão Suicida é um bom filme de ação e super heróis. Ponto, só isso. Ele não cabe em termos de comparação com outros filmes semelhantes como “Vingadores” e “Guardiões da Galáxia”. Muito por conta das críticas que assolaram “Batman Vs Superman”, o filme foi praticamente refeito, ganhando tons mais ligeiros e dinâmicos.

Confesso aqui que nunca havia lido nenhum quadrinho do Esquadrão Suicida, e conhecia poucos personagens, e achei ousado a forma como eles trabalharam a introdução de cada um dentro do contexto, pois de uma maneira simples e rápida, trouxeram o básico de informações necessárias para compreender a intenção e contexto de cada um dentro daquela proposta.

Claro que essa rapidez é suscetível a falhas, e a principal delas está no enredo, que é fraco no que diz respeito a criar uma história mais complexa, que possa unir melhor as intenções da criação de uma equipe de supervilões. No final do filme, mesmo eu me divertindo com as histórias, achei que tudo aquilo que vi em cena pareceu sem muita inspiração. E acho mais uma vez, que é reflexo da repercussão de “Batman Vs Superman”.

Quanto aos personagens, sem dúvida nenhuma o destaque é para Arlequina, que foi bem personificada pela Margot Robbie, que trouxe a vida a mesma figura que nos foi apresentada no desenho “Batman: Animated Series”, meio louca, mas que no fundo possui sonhos comuns de toda mulher. Além disso, um ponto importante para ela foi que o possível uso excessivo da sua sexualidade fosse usado não aconteceu, o que remeteu as atenções apenas as suas maluquices.

Particularmente, achei a atuação do Will Smith muito boa como pistoleiro. Seguro, mostrou que hoje em Hollywood, ele é um dos poucos atores que você pode dar um personagem pouco conhecido em suas mãos que ele se faz sobressair, trazendo para ele o comando do filme. Em alguns takes, consegui ver traços de seu papel no seriado “Fresh Prince of Bel Air” (“Um Maluco no Pedaço”).

Agora, o Coringa é um caso a parte. E temos que admitir. Depois da atuação de Heather Ledger, vai ser difícil admitirmos que alguém chegue no mesmo nível. E em Esquadrão Suicida nem precisamos nos preocupar tanto, pois Jared Leto não mostrou muito, apenas em uma ou outra cena vimos algo perto do que conhecemos do personagem, e mais para o Cesar Romero, o que não é nenhum demérito, pelo contrário. Quanto a sua participação diminuta em cena, entendo que se ele fosse mais usado, seria o centro das atenções e isso faria mal para as pretensões do próprio filme e da dupla DC/Warner, que acredito, vão explorá-lo  em outros filmes futuramente.

No mais, o filme acerta em continuar diretamente dos acontecimentos de “Batman Vs Superman”, pois pega um público que ainda está situado em tudo que acontecerá daqui para frente e introduz bem um grupo de supervilões dentro do contexto de filmes da DC. Contudo, nem tudo são flores, roteiro precisaria amadurecer mais e a edição ser mais bem feita e coerente, já que pode-se ver em tela por diversas vezes um filme que sofreu muito na pós-produção, com cortes que as vezes são claramente notados.

Lamento apenas pelo filme estar sendo massacrado por críticas, muitas vezes baseadas em textos ou opiniões difundidas na internet. Hoje em dia, parece que o que alguns meios de prestigio falam ou postam em seus canais são argumentos definitivos  sobre o que é bom ou não é. “Esquadrão Suicida” não é nenhuma uma obra de arte, nem uma grande porcaria. Apenas um filme legal de ação e heróis. Só isso!

Elenco: Margot Robbie, Will Smith, Jared Leto, Viola Davis, Ben Affleck, Cara Delevingne, Jai Courtney, Joel Kinnaman, Kara Fukuhara, Adewale Akinnuoye-Agbaje

Direção: David Ayer

Nota para “Esquadrão Suicida” – 6,5 de 10

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